As loucuras violentas e o feminino Observatório da EBP – A violência e as Mulheres na América Latina

As loucuras violentas e o feminino Observatório da EBP – A violência e as Mulheres na América Latina

Mónica Biaggio. EOL- AMP. “Corporeidad ” Aguada 4.

Mónica Biaggio. EOL- AMP. “Corporeidade ” Aquarela 4.

Ondina Machado, Cristina Drummond, Patrícia Badari, Heloisa Caldas – EBP -AMP 

Para a psicanálise a violência que envolve mulheres não pode ser reduzida à chamada violência de gênero, uma vez que a sexuação depende da forma como cada sujeito experimenta em seu corpo uma divisão entre um gozo reconhecido e um gozo Outro, rejeitado ou desconhecido. Essa divisão – traçada nas tênues bordas que permitem ao sujeito assumir, ou não, que ‘tem’ um corpo assim como se virar com ele – promove tanto defesas psíquicas sintomáticas como passagens ao ato inesperadas. Assim, corpos são muitas vezes violentamente atingidos por serem ilustrações da alteridade de gozo que cada sujeito evita encontrar em si mesmo, independente de serem sujeitos com sintomas neuróticos ou delírios psicóticos.

Nesse sentido, para abordar as loucuras violentas e o feminino vamos discutir alguns aspectos teóricos e uma ilustração na qual é uma mulher a responsável pelo ato violento dirigido ao feminino que a assombra. Dessa forma, tentamos mostrar que, independentemente do gênero daquele que comete um ato violento, tal ato visa atacar e/ou se defender do gozo feminino.

Vamos tomar como base teórica o aforismo lacaniano sobre a inexistência de A mulher assim como as fórmulas da sexuação1 para entender o Outro gozo – gozo feminino – pelas perspectivas mais ampliadas dessas formulações com relação às loucuras do feminino que não se inscrevem, necessariamente, no campo da psicose. Considera-se que essas loucuras possam ou não promover um desencadeamento no sentido clássico do termo, ou seja, uma ruptura com o laço social que modifique inteiramente a vida do sujeito, ou nos dizeres de Lacan, promovam “uma desordem […] na junção mais íntima do sentimento de vida do sujeito”2. Mas percebe-se também que desestabilizações possam ocorrer em acontecimentos quase cotidianos, levando pessoas a tomarem atitudes violentas, em graus diversos, quando confrontadas com um Outro que responde de forma, digamos, inesperada ou que não corresponda às expectativas.

A mulher não existe e o empuxo à mulher

Lacan veio a dizer que A Mulher não existe3 dando um tratamento ao termo mulher diferente do que se pode chamar de gênero. Ao dizer que A mulher não existe, ele se vale da lógica matemática diferente da classificação tradicional apoiada nos atributos. Esse aforismo é então um dos postulados que partem de um “não há” e que caracterizam o ensino dos últimos anos de Lacan cuja consequência foi precisar mais o registro do real para a psicanálise. O real, desde então, passa a ser contingente, sem lei e vazio de significação. É neste sentido que o autor poderá dizer que a relação sexual não existe, pois não há no real nenhuma significação para ela, nada que a escreva, ou que conecte os sexos a partir de um saber previamente estabelecido. Pelo mesmo motivo, também A Mulher não existiria. Nisso não há nada de discriminatório, pois para ele, o homem também não existe no real, mas pode ser representado no simbólico pelo significante fálico – não mais como marca de uma presença –, mas como pura diferença.

Desse ‘novo’ real nasce uma lógica que não trata exatamente de presença e ausência, mas de modos de gozo. Bassols4 esclarece esta nova lógica ao estabelecer a diferença entre o feminino e a feminilidade, propondo que a feminilidade seria um atributo, enquanto o feminino seria uma lógica que diz respeito a um descentramento, a uma borda infinita. Assim definido, o feminino não se encerra na lógica fálica, no binarismo significante, nem tampouco nas identificações edípicas. Segundo o autor, ele é um espaço neutro e singular que escapa à linguagem e está além dos gêneros. Deste modo, o feminino é o lugar de um rechaço para ambos os sexos, um exílio interior para todo ser falante, ou como Miller situa há uma foraclusão do significante d’A Mulher5 que atinge todos nós.

A não relação sexual exige que alguma coisa compareça neste lugar onde o ‘não há’ faz furo. O recurso neurótico é disfarçar o furo com os semblantes eróticos do amor e da afeição. Qual seria então o recurso psicótico?

Podemos considerar, com Freud e Lacan, que a psicose engendra o delírio, por não contar com o recurso dialético que engendra o semblante. Todos deliramos, a rigor, se considerarmos que no âmago da fantasia neurótica há uma asserção que recobre o “não há” do real. No entanto, não deliramos da mesma maneira, uma vez que o delírio psicótico tem uma fixidez que dá consistência ao Outro, diferente do delírio reduzido e contido pela fantasia, diante do qual o neurótico ora acredita em sua existência, ora duvida dela.

O empuxo à mulher foi primeiramente observado nos homens quando Freud, sob a denominação de feminização, o identifica em Schreber. Mas o modo como Lacan se refere a ele, em “O aturdito”6, já o coloca em outro contexto, o da lógica do feminino, ao situá-lo na perspectiva de um gozo fora da inscrição fálica. Assim, podemos considerar que o empuxo à mulher vai contra a premissa de que A Mulher não existe. Quando um sujeito não tem recursos para dar conta da foraclusão deste significante a resposta costuma configurar um encontro mortífero com a existência d’A Mulher.

A experiência do empuxo à mulher como consequência da foraclusão do significante d’A Mulher demonstra, como atesta Schreber e Aimée, que se trata de uma condição em que o sujeito é tomado como objeto do Outro. Sabemos que esta é uma desconfiança que todos temos, porém, alguns têm certeza disso. Não é certo que todo empuxo à mulher leve necessariamente a um sentimento de feminilização ao modo schreberiano, mas podemos asseverar que em todas as situações em que, contingencialmente, somos confrontados com a condição de objeto, algo da angustia aparece, seja diante do não cumprimento de contratos firmados, seja nos abusos cometidos contra as mulheres, seja na descriminação por cor ou sexo, seja nos maus tratos infantis e, agora, cada vez mais frequentes, de idosos. Em todos esses casos, a citada “junção mais íntima do sentimento de vida do sujeito” é posta à prova. Se para Schreber esta foi uma experiência de passividade diante da vontade de gozo de Deus, outras experiências podem ser igualmente desafiadoras.

Queremos partir desse ponto para pensar o “empuxo à mulher” como um efeito mais amplo que pode estar presente tanto nos casos de paranoia assim como em outros, não necessariamente psicóticos, porém também desafiados pela incidência do Um-pai como sem razão7.

Neste ponto do texto, em que Lacan aponta a este Um-pai, ele está tentando nos fazer entender que o ‘para todos’ é um universal por contar com o artifício fálico. Por esta perspectiva, o Um-pai com razão é uma extensão do universo coordenado pelo falo, enquanto o Um-pai sem razão, estaria fora da organização propiciada pelo significante fálico, fora de um sentido comum. A correlação disso com o empuxo à mulher nos induz a pensar que, no que tange à mulher, há outras coordenadas não diretamente dependentes do falo que não permitem um ‘para todos’. Deste modo, Lacan vai dizer que na mulher há um gozo que ultrapassa as significações possíveis de serem compartilhadas, ou seja, para cada uma, seu gozo.

O gozo ilimitado do feminino e o gozo da psicose

Para aclarar esta experiência em seus diversos graus, Maleval8 traz à nossa atenção a diferença entre o gozo do psicótico e o Outro gozo do feminino. Se no primeiro caso o sujeito não pode fugir a ele, o mesmo não podemos dizer dos sujeitos para os quais a foraclusão não aparece no real. Podemos usar o caso da mulher para entender que se para ela o ilimitado é um aspecto do seu gozo, que está, tanto quanto o do psicótico, fora do alcance fálico, longe de um dizer possível, universal e válido para todas, isso não quer dizer que não haja uma outra parte abordável e articulada ao falo. Sim, há. É por isso que a experiência do ilimitado do gozo feminino não faz da mulher uma louca; mesmo que Lacan assim as denomine, acrescenta “não são todas loucas, […] não são loucas de todo”9.

As mulheres só são de todo loucas quando, no amor, pretendem um homem todo ou seja, a exceção do ‘ao menos um’ que não é castrado. Mesmo assim, quando falamos de loucura no feminino, sempre existem nuances, pois o que é a busca da histérica se não este homem todo? Na histeria, porém, esta busca é para não encontrá-lo, para fazer com que não haja substituto do pai. Quando ela o encontra já estamos no campo da psicose. Nessa direção, a histeria nos ensina bastante sobre a erotomania, classicamente situada na base da paranoia, mas que revela sua presença transestrutural, uma vez que, como nos apontou Jacques-Alain Miller “é impossível ser alguém sem ser paranoico”10. Assim essa “paranoia moderada” do eu, “consubstancial ao laço social”11, também pode ser considerada como decorrente do fato de que o amor e o ódio conferem ser ao sujeito, promovendo assim uma forma de suplência à inexistência d’A mulher.

Na paranoia, estrutura clássica de base para entender a erotomania, vemos surgir a incidência de Um-pai no real sob a forma persecutória, mas que também aponta à problemática do amor, o que levou Lacan a considerar, sobre a relação de Schreber com Flechsig, que o objeto entra em uma espécie de “erotomania mortificante”12. Assim, se estabelece, na relação do psicótico com o Outro, um “ou eu, ou ele” que denota ao Outro poder gozar dele. O caso Aimée, muito rico em manifestações de erotomania e detalhadamente trabalhado por Lacan, também o demonstra quando ela atenta contra a vida de uma célebre atriz.

Na erotomania sob um ponto de vista mais transestrutural temos o “empuxo à mulher” com uma outra fenomenologia que poderíamos chamar de ‘empuxo a ser a única’13. Nessa manifestação de erotomania vemos que os elementos estruturais da paranoia são conservados com uma pequena inversão. Temos a inicial negativa “eu não o amo” sendo que, se na paranoia isso declina para “eu o odeio” então “ele me odeia”, sustentando o delírio de perseguição, na erotomania, o “eu não o amo” declina para “ele me ama”. O que será próprio à psicose advém do tratamento subjetivo dado a essas afirmativas, uma vez que, na psicose elas não comportam uma dialetização, tornando-se certezas inquestionáveis. De toda forma, pela via da erotomania observamos que uma mulher pode adentrar uma zona de gozo onde ela se torna perigosa para si e para o outro.

A Fera da Penha

No dia 30 de junho de 1960, uma mulher de 23 anos sequestra a filha de 4 anos de seu amante; perambula com ela pela cidade do Rio de Janeiro e por fim, em um matadouro de boi, atira na nuca da criança e ateia fogo no corpo da menina. Após esse crime, Neyde é alcunhada como a “Fera da Penha”, referência à região carioca onde ocorreu o crime.

Terá Neyde adentrado nesta zona de gozo perigoso? Sobre o sujeito Neyde nada sabemos e sempre restará uma opacidade com relação a uma decisão tão subjetiva como um assassinato. Mas, tomaremos a personagem “Fera da Penha”, retratada nos jornais da época, em programas de TV14 e em filmes15 para pensarmos sobre a dupla vertente do amor no feminino.

Se a mulher é não-toda inscrita no gozo fálico, se ela se encontra ao abrigo da ameaça de castração, isso não é sem consequências. Se o fetiche é um limite para o homem, na mulher como não há esse limite, ela vai mais longe, muito longe nos caminhos e concessões amorosas. Muitas vezes vemos colocada em cena a “loucura feminina”, seu estilo erotomaníaco no amor, sobretudo quando um homem pode ser um parceiro devastação para ela.

Antes de conhecer seu amante, nossa personagem, segundo alguns relatos, vivia reclusa em sua casa e, mais precisamente, em seu quarto, lendo romances policias e com poucos laços sociais, inclusive com seus pais com quem residia. Havia um desligamento do Outro social, porém ela parecia muito bem alojada em sua solidão, uma solidão como um fim em si mesmo, cuja finalidade talvez fosse manter silenciada a pulsão de morte e essa zona de um gozo estranho que por vezes é ignorada pelo próprio sujeito.

No entanto, o acaso ou justamente por portar algo que causa o desejo de um determinado homem, conhece seu amante em uma estação de trem. Logo se enamora perdidamente por ele e vive uma paixão em vários encontros. Nos quartos de hotéis, no apartamento de um amigo do amante, em passeios à praia, sonhos e planos são construídos. A partir daí, Neyde parece ter ido cada vez mais longe visando “ser tudo para o amado”, supondo assim garantir um lugar na fantasia desse homem.

No lugar de ser uma figura do Outro para um homem, tal como diz Lacan a respeito das mulheres ao apontar o gozo feminino como interrogante do gozo todo fálico, a “Fera da Penha” identifica-se ao objeto condensador da satisfação desse homem, um pedaço de corpo apartado do próprio corpo e com o qual ele goza. Exige que seja a única – a única a se adaptar às condições de satisfação desse homem. É justamente a exigência de ser a única que transforma o amor em demandas insaciáveis e infernais, tornando-a uma grande tirana para este homem, ao mesmo tempo em que concede a ele um lugar muito importante. Tão importante que o transforma em um parceiro devastação na medida em que faz dele um Outro que invade sua vida.

Depois de tantas concessões que fez e estava disposta a fazer, passa a ser puro dejeto quando descobre que não era a única. Ele era casado e não tinha a menor intenção de se separar da mulher, pois tinha duas filhas, sendo uma delas adorada por ele – seu bem mais precioso.

Se ele a levou a conhecer uma zona que lhe era desconhecida até então, onde ela é Outra para si mesma, não a levou a restaurar a relação com S(). No mesmo ponto em que ela teve acesso a um gozo inominável deliciosamente arrebatador, podemos ver também a aparição da face odiosa desse gozo arrebatador.

Como aponta Éric Laurent, um gozo perigoso para o homem e para a

[…] mulher que pode ser impelida a uma zona onde ela se torna perigosa para si e para outrem. (…) há uma zona dentro da qual não se deve alcançar o lugar onde há efetivamente, Outro de si mesma. É a zona passional, o que Lacan chama de forma erotomaníaca do amor feminino, que se revela uma dimensão em que, certamente, o homem pode participar adentrando-a um pouco demais, mas, ao mesmo tempo, às vezes, ele não se dá conta da engrenagem em que meteu seu dedo, pode-se dizer. De fato, destruir o que se tem de mais querido é uma das consequências da forma erotomaníaca.16

Se no encontro com este homem, nossa personagem encontrou um gozo fálico, ali também encontrou um gozo mortífero – o gozo de ser privada. Se amar a falta é um traço de algumas mulheres que atrai alguns homens, o perigo é que elas podem não só amar a falta, mas também gozar da falta e se fazer parceiras de sua solidão. “Entre uma pura ausência e uma pura sensibilidade, não é de se surpreender que o narcisismo do desejo se agarre imediatamente ao narcisismo do ego que é seu protótipo”17.

Assim, a “Fera da Penha” destruiu o bem mais precioso de seu amante, sua filha querida. Com isso também mortifica o que lhe é mais precioso – este homem. Eis uma das versões do narcisismo mortífero! Uma das vozes do supereu feminino, que provém deste seu gozo mais íntimo e desconhecido. E Lacan vai dizer que o supereu é perigoso, pois ele empuxa ao crime como a “Fera da Penha” que devora o homem, ao matar sua filha.

Se um “homem pode realmente se fazer de ‘conector para que a mulher se torne Outro para si mesma como ela o é para ele’, só o fará se levá-la a restaurar a relação com a inconsistência, com o indemonstrável, com o indecidível”18. Caso contrário, só poderá restar algumas vezes a via da passagem ao ato como solução para restaurar a relação com a incompletude do Outro.

A “Fera da Penha” ficou presa por 15 anos e, após ter cumprido um terço de sua pena, como manda a lei brasileira, foi libertada. As informações que temos de seu período na prisão e posterior liberdade, são que, desde o assassinato, voltou à sua reclusão e solidão cujo fim parece ser o de defendê-la de qualquer possibilidade de experimentar um gozo suplementar, uma vez que este lhe desarranjava o corpo, a vida, tanto sua como a do outro.

Talvez, a via da passagem ao ato tenha sido uma forma infeliz que nossa personagem encontrou para fazer uma borda e limite a este gozo mortífero que lhe produz “uma desordem (…) na junção mais íntima do sentimento de vida” para repetirmos a frase de Lacan19; ao passo que se desligar do Outro social, do Outro corporal e do Outro subjetivo, inclusive da vida sexual20, tenha sido sua “boa” invenção.


Notas
1 Lacan, J., O seminário, livro 20: Mais, ainda, Jorge Zahar, RJ., 1985.
2 Lacan, J., “De uma questão preliminar a todo tratamento possível da psicose”, Escritos, Jorge Zahar, RJ., 1998, p. 565.
3 Lacan, J., O seminário, livro 18: de um discurso que não fosse do semblante, Jorge Zahar, RJ., 2009, pp. 64-65.
4 Bassols, M., “O feminino entre centro e ausência”, Opção Lacaniana online nova série, n. 23. Disponível em http://www.opcaolacaniana.com.br/.
5 Miller, J.-A., Perspectivas dos Escritos e Outro escritos de Lacan, Jorge Zahar, RJ., 2011, p. 58.
6 Lacan, J., “O aturdito”, Outros escritos, Jorge Zahar, RJ., 2003, p. 466.
7 Lacan, J. Idem, p. 466.
8 Maleval, J.-C., La foraclusión del nombre del Padre: el concepto y su clínica, Paidós, Bs. As., 2002, p. 296.
9 Lacan, J., “Televisão”, Outros escritos, Jorge Zahar, R.J., 2003, p. 538.
10 Miller, J.-A., “A salvação pelos dejetos”, Perspectivas dos Escritos e Outros escritos de Lacan, Jorge Zahar, R.J., 2011, p. 230.
11 Idem, p. 230.
12 Lacan, J., “Apresentação das Memórias de um doente de nervos”, Outros escritos, Jorge Zahar, R.J., p. 223.
13 Lacan, J.,”O aturdito”, Outros escritos, Jorge Zahar, R.J., 2003, p. 467.
14 Programa de TV Linha Direta. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=u7DiHxrgGH0
15 Filmes: Endsleigh, R., Crime de amor, Lina Films, 1965; Coimbra, F., O lobo atrás da porta, Imagem filmes, 2013.
16 Laurent, É., A psicanálise e a escolha das mulheres, Scriptum, Belo-Horizonte, 2012, pp. 109-110.
17 Lacan J., “Diretrizes para um Congresso sobre a sexualidade feminina”, Escritos, Jorge Zahar, R.J., 1998, p. 742.
18 Laurent É., op. cit., p. 123.
19 Lacan J., “De uma questão preliminar a todo tratamento possível da psicose, op. cit., p. 565.
20 Miller J.-A. “Efeito do retorno à psicose ordinária”, A psicose ordinária: a Convenção de Antibes, Scriptum/EBP, Belo Horizonte, 2012. Disponível também em: http://www.opcaolacaniana.com.br/pdf/numero_3/efeito_do_retorno_psicose_ordinaria.pdf

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