A ética do singular

A ética do singular

Luis Darío Salamone. “Sem título”. Fotografía. EOL-AMP

Gerardo Arenas
EOL-AMP

Parafraseando Lacan, digamos que ainda está para ser formulada uma ética que, baseada no respeito pelo modo singular de gozar, centrada na responsabilidade absoluta do sujeito, e delimitada pela dignidade, integre as conquistas lacanianas sobre o sinthome: para pôr em seu topo a renovada questão do desejo do analista. (1)

Prematura sem ser precipitada, a frase dessa epígrafe – que em 2010 concluía nossa proposta de redefinir a orientação de Lacan – merece ao menos que comecemos a elucidar suas cláusulas e justificar sua necessidade.

Na experiência analítica, o respeito não opera do mesmo modo que fora dela. Sem dúvida, analisante e analista costumam tratar-se com deferência e cortesia, mas isso admite muitas exceções, não implica reciprocidade e pode, inclusive, ser inadequado. Antes de mais nada, a regra fundamental não só propõe que se alguma vez a frase “Meu analista tem cara de imbecil” surgir em um analisante, este não duvide em enunciá-la, senão que, além disso, o incite a não substituir a palavra “imbecil” por um sinônimo mais suave, como “tonto”, já que a análise opera com e sobre o significante, e neste nível a ausência de metalinguagem invalida o conselho Suaviter in modo, fortiter in re (ou sua versão popular “A cortesia não compromete a valentia”), pois ainda que “imbecil” e “tonto” tenham o mesmo significado, enquanto significantes não admitem os mesmos cortes nem possuem os mesmos equívocos e, então, não ressoarão do mesmo modo na interpretação. O analista, por isso, não tomará essa frase como uma falta de respeito para com sua pessoa. A formalidade não deve prevalecer frente à regra fundamental e à interpretação. Para que a uma analisante que se queixa de viver incansavelmente apressada, e que, além disso, está atada a um amor único e difícil, se interprete “Você é uma mulher ligeira” (2), (3), o analista deve abandonar todo o olhar relativo ao que concerne a expressão eleita, a fim de poder empregar a única arma que possui: o equívoco (4). Por isso Freud costuma comparar o analista com o cirurgião (5), que “deixa de lado inclusive a sua compaixão humana [para] realizar uma operação conforme as regras da arte” (6). Ao fim e ao cabo, a cortesia é a língua das cortes, feita para dirigir-se ao mestre, e o analista só pode usá-la com ironia, como o cirurgião do conto (7), que não o autoriza a devir um novo senhor, porque, ao menos na experiência analítica, quem realiza o diagnóstico, define o campo cirúrgico e autoriza a intervenção é, sem exceções, o analisante mesmo (8). Por outro lado, embora o campo de gozo esteja longe de ser homogêneo (9), é notável a uniformidade com que o gozo estranho, seja qual for, suscita em nós uma intolerância que no âmbito individual vai do horror ao ódio, e no social promove o racismo e a segregação (10). Tanto é assim que, no mandamento cristão Amarás a teu próximo como a ti mesmo – muito comentado por Freud (11) –, caberia, com justiça, dar a esse enigmático “como a” o sentido condicional do latim quoad (similar ao de “sempre e quando”), já que o radicalmente estranho, diferente, outro, é objeto da maior repulsa. A supervisão costuma revelar os obstáculos que isso impõe ao desejo do analista. Mas isto não significa que um analista deva respeitar qualquer modo de gozar. De fato, em geral, ele procura escavar dois deles que podem ser compartilhados por estarem ligados ao simbólico: o gozo do sentido e o gozo fálico presentes no sintoma e no fantasma. O paradoxal é que, como uma economia rege a distribuição dos gozos, reduzir esses dois modos implica incrementar o terceiro, que é precisamente o gozo privativo do analisante: o gozo do Outro, que Lacan denomina “gozo da vida”, que é estritamente singular (12). Esse parágrafo vale como glosa da cláusula relativa ao modo singular de gozar. O que dizer agora acerca da responsabilidade absoluta do sujeito? À primeira vista, o mais chocante nesta expressão é o caráter incondicional da responsabilização que a experiência analítica põe em prática, distanciada de sua mera equivalência como castigo (13). De que responsabilidade falamos? Enquanto acreditarmos que a análise é um laço entre duas pessoas, nunca entenderemos todas as responsabilidades que estão em jogo, que são muitas e estão bem diferenciadas. Toda análise envolve quatro termos: o analista, o analisante, o par analisante-analista e o discurso analítico. (Que este último inclua um amplo conjunto de pessoas, longe de repartir as responsabilidades, as multiplica.) E o analista é “responsável por um discurso que cria uma solda entre o analisante [e] o par analisante-analista” (14). Para que esta parceria se constitua, deve se produzir – como em toda parceria – um encontro, e desse encontro – como o de qualquer amor – ambos parceiros são responsáveis: o analisante pela transferência de libido que a possibilita e o analista por prestar-se a ser objeto dessa transferência. É o que Freud realça em seus escritos técnicos. Como o analista consegue fazer-se objeto da transferência? Não é por seus belos olhos, mas sim mediante uma interpretação que roce o que no sujeito é o mais íntimo e, ao mesmo tempo, o mais estranho (15). Até aqui, a responsabilidade do analista na direção do tratamento é tripla: ele deve calcular suas palavras para que estas tenham efeito de interpretação, manejar com sua pessoa para emprestá-la ao jogo da transferência e comprometer nisso sua singularidade (esse núcleo de seu ser que sua própria análise permitiu separar) submetendo-a à de seu analisante (16). Nesse nível, portanto, espera-se do analista o mesmo que de seu analisante ao final da análise: que consiga ajustá-la dignamente com sua singularidade. Tal é a justificativa última da análise do analista. E também a da supervisão, que não faz mais que prolongá-la. Contudo, para que isso tenha lugar, o analista deve começar por fazer o sujeito responsável pela sua posição em relação ao significante. É a base de tudo! Na experiência analítica “por nossa posição de sujeitos, sempre somos responsáveis”, diz Lacan (17), e isto não cai do céu. A “letra miúda” da regra fundamental reza: Tudo o que você disser será cobrado em sua conta. E como se cobra? A posição inicial do sujeito em relação ao significante varia dentro de um amplo leque que vai desde a posição que tem no lapsus linguae (em que responsabilizá-lo é muito fácil) até a que resulta da alucinação verbal (quando responsabilizá-lo é quase impossível) (18). A fórmula “um significante representa um sujeito para outro significante” (19) não descreve, pois, uma estrutura dada ou natural, mas o produto de um forçamento. Uma vez alcançado esse primeiro passo, uma vez que o sujeito aceita fazer-se súdito dos significantes que profere, o seguinte passo consiste em fechar o círculo do discurso do mestre (ou seja, o do inconsciente) para constituí-lo como tal, e isso implica responsabilizar o sujeito pelo modo de gozar (fantasmático) que essa articulação significante-sujeito produz. Isto costuma ser ainda mais árduo que alcançar a representação do sujeito pelo significante mestre, e o caso extremo dessa dificuldade também se situa nas psicoses, em que o delírio frequentemente ocupa o lugar estrutural que na neurose cabe ao fantasma. Como se vê, não tornamos o analisante responsável por tudo que acontece na experiência analítica, mas apenas de sua posição de sujeito como efeito do significante e esta responsabilização, que não é criada por decreto, resulta de uma operação interpretativa feita ao começar a experiência (é a condição sine qua non para que ela tenha lugar).

Chegamos assim ao ponto mais difícil de elucidar em nossa proposta de uma ética coerente com a orientação de Lacan. Uma ética delimitada pela dignidade? O que significa isso? Um de nossos maiores obstáculos é que a dignidade ainda não ascendeu ao patamar de noção chave na elaboração teórica. Mas notemos que não é raro que a posição do sujeito em seus laços amorosos se caracterize, no começo da experiência, pela indignidade (que às vezes motiva a análise) (20) nem é pouco habitual que certas intervenções reestabeleçam o perdido sentimento de dignidade (21). Talvez a melhor prova de que esta se enlaça intimamente com a meta da análise, cujo fio condutor é a singularidade (22), seja o fato de que, quando nossa singularidade é questionada, desconhecida, rechaçada ou arrasada, a indignação nos embarga (23). Neste aspecto, a dificuldade com que nos encontramos para definir a dignidade é esclarecedora em si, porque se entronca com a peculiar relação que a singularidade mantém com o simbólico (na medida em que este registro é, por definição, universal). Sabemos que digno significa merecedor, e não necessariamente de um bem (algo pode ser digno de elogio ou de reprovação), mas não nos interessa aqui a dignidade humana, enlaçada com os merecimentos que pertencer à espécie homem implica, mas o que cada um merece no trato – sobretudo, amoroso – por ser único (24). Pois bem, dado que o analisante chega à consulta com a dignidade comprometida, vilipendiada ou destroçada, e na experiência analítica busca recuperá-la – se alguma vez a teve – ou conquistá-la, o caráter digno ou indigno de sua posição nas relações libidinais se converte em uma sorte de barômetro do progresso de sua análise, um indicador ético-clínico do ponto em que alcançou nesta. Mais ainda, se ele suporta sua singularidade com dignidade e já não necessita sacrificá-la no altar de seus laços amorosos, se pode amar dignamente, sua análise valeu a pena (25).  Por isso, as terapias que servem ao discurso do mestre estão em disputa (tácita ou explícita) com a psicanálise, já que há em jogo duas éticas inconciliáveis: a que procura submeter a “peculiaridade” do paciente à norma geral que este deveria acatar para adaptar-se aos cânones sociais, e a que faz valer a singularidade do analisante e tenta desembaraçar o caminho para que este consiga dar lugar a ela sem comprometer sua dignidade nas relações que mantém (26).

Anteriormente, havíamos adiantado a formulação de uma ética que integre as conquistas lacanianas sobre o sinthome. Assim, parafraseávamos a promessa lacaniana de “uma ética que integre as conquistas freudianas sobre o desejo” (27) cumprida nos dois últimos seminários que antecederam a virada dos anos sessenta (28) e indicávamos que, para o último Lacan, o sinthome ocupa um lugar homólogo ao que o desejo teve para o primeiro Freud: o lugar do singular (29). Por que sustentamos – sem tocar nem uma vírgula neste caso – que, no ápice da ética por vir, se colocará “a renovada questão do desejo do analista?”(30) Porque esta questão será renovada indefectivelmente devido ao viés em que propomos abordar a ética e porque a outra questão – a do sinthome do analista – recém começa a ser esboçada (31).

Concluímos a tarefa de elucidar as cláusulas da ética cuja formulação antecipávamos, e acreditamos ter justificado suficientemente a necessidade em que cada uma delas se apoia. Mas não poremos um ponto final nestas linhas sem antes comentar o aparente oximoro de seu título e a falsa proeza de ter sustentado esse discurso sem levar em conta o registro do real.

Na verdade, não existe tal proeza porque esta já foi realizada há uma década quando Miller conseguiu definir a orientação de Lacan em termos do singular e sem a necessidade de fazer referência ao real (32). Tê-lo notado de imediato (33) deu lugar a uma elaboração coletiva, sustentada por anos, na Escola de Orientação Lacaniana (34). É certo que tomar o singular como bússola e a dignidade como barômetro não reserva muito lugar ao real na futura construção de uma ética que integre as conquistas lacanianas sobre o sinthome–acaso não lhe deixe outro lugar que o da rosa dos ventos (35), ou o de uma petrificação no discurso de Lacan. O certo é que já não cabe tomar esse registro como o modo chave de orientar-se na experiência analítica (36). E, por mais que definir uma ética com independência do real pareça desprender o cheiro de enxofre da heresia, é evidente que com isso se ganha. O próprio Lacan notou, ao final do seu ensino, o caráter pulverulento do seu registro estrela (37) e isso, além de impugnar a utilidade deste como guia, multiplica o número de reais no discurso analítico. O problema é que, quando começamos a falar de coisas como “o real da ciência”, “o real da natureza”, “o real das matemáticas”, “o real da inexistência”, “o real da religião”, não fazemos mais que reviver a pretendida extraterritorialidade da psicanálise (38) sob a forma de “um real” que seria seu e nada mais que seu. Isto, por sua vez, fecha o discurso analítico sobre si mesmo, pois a fórmula Eles com seu real e nós com o nosso tem a estupidez e a potência necessárias e suficientes para abortar qualquer diálogo com outros discursos. Fundar assim uma ética da psicanálise que, inversamente da que Lacan esboçou em seu sétimo seminário (39), só interesse aos analistas, seria sem sentido, já que toda ética tem vocação de um laço com o outro e isto cortaria essa possibilidade pela raiz.

Mas por acaso não se corre o mesmo risco ao propor uma ética do singular? Para mostrar que não, deveremos primeiro captar porque a expressão “ética do singular” não constitui um verdadeiro oximoro. É muito simples. Em Da interpretação, Aristóteles definiu o singular (kath’hékaston) como aquilo que é próprio de um só; para o caso do homem, Schopenhauer o denominou “núcleo de nosso ser” e o entendeu como uma vontade inconsciente (“unseres Willens, welcher der Kern unseres Wesens ist”); (40) Freud, que o tomou daí, substituiu a ambígua vontade pelo mais preciso desejo, dotou o inconsciente de leis próprias que já não permitiam identificá-lo com a mera falta de consciência, identificou esse núcleo do ser com as “moções de desejos inconscientes que exercem uma força compulsiva”(41) e assim lhe deu o sentido clínico de um coercitivo traço de estilo que rege as relações eróticas do sujeito, um traço cujo paradigma mostrou no caso do Homem dos Lobos:

O mais singular fenômeno de sua vida amorosa, após a maturidade, eram acessos de paixão sensual compulsiva, que surgiam e novamente desapareciam em misteriosa sequência, desencadeavam nele uma enorme energia, mesmo em épocas de inibição, e se subtraíam totalmente ao seu controle (42).

Por último, Lacan resgatou de Freud essa interpretação da singularidade como o peculiar estilo dos laços eróticos e assim a conservou de ponta a ponta na sua obra, por mais que tenha dado à singularidade formulações diversas, tais como a da “personalidade” em sua tese psiquiátrica, a do “objeto a” nos anos sessenta, e a do “sinthome” em seu seminário sobre Joyce (43). Se a ética versa sobre o laço, e toda singularidade é laço, uma ética do singular não só é desejável e possível, como também muito viável. Ademais, ao fundar essa ética no singular, contornamos o perigo de baseá-la em um real que a psicanálise supostamente não compartilha com outras disciplinas. As três extensões (universal, singular, vazio) e as quatro modalidades (possível, impossível, contingente, necessário) formam, ao contrário, uma trama comum a todos os discursos (44) e isso abre as portas ao diálogo. Da mesma forma, possibilita uma confrontação efetiva. Os debates sobre a avaliação da prática, sobre a regulamentação da saúde mental e sobre o tratamento do autismo, para citar apenas os exemplos recentes, têm consequências políticas, econômicas e sociais que excedem em muito a intimidade da experiência analítica, mas seriam insustentáveis ou desertos se nos limitássemos a evocar “nosso real” em vez de contrapor às aspirações da ciência e do mercado, a ética do singular que a psicanálise defende.

Tradução: Flávia Cêra

Bibliografia:
(1) Arenas, G. En busca de lo singular, Grama, Buenos Aires, 2010, p. 286.
(2) Lysy, A. “Faut y aller!”. La Cause freudienne, 75 (julio de 2010), pp. 64-72.
(3) Traduzir coureuse como “mulher ligeira” respeita o equívoco entre “corredora” e “mulher inconstante no amor” que a interpretação explora.
(4) Lacan, J. O Seminário, livro 23, O sinthoma, Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007, p. 18.
(5) Freud, S. “A psicoterapia da histeria” (1895).Edição standard brasileira das obras psicológicas completas. v. II. Rio de Janeiro: Imago, 1987; “Cinco lições de psicanálise” (1909). Edição standard brasileira das obras psicológicas completas. Vol. XI. Rio de Janeiro: Imago, 1996; “As perspectivas futuras da terapia psicanalítica” (1910).Edição standard brasileira das obras psicológicas completas, Vol. XI. Rio de Janeiro: Imago, 1970; “Recomendações aos médicos que exercem a psicanálise” (1912). Edição standard brasileira das obras psicológicas completas. Vol. XII. Rio de Janeiro: Imago, 2006; “Sobre o início do tratamento” (1913). Edição standard brasileira das obras psicológicas completas. Vol. XII. Rio de Janeiro: Imago, 2006; “28ª conferência. Terapia Analítica” (1918). Edição standard brasileira das obras psicológicas completas. vol. XVI. Rio de Janeiro: Imago, 1969; “Novos caminhos da terapia psicanalítica” (1918).Edição standard brasileira das obras psicológicas completas. vol. XVI. Rio de Janeiro: Imago, 1969; Deve a psicanálise ser ensinada na universidade? (1918). Edição standard brasileira das obras psicológicas completas. vol. XVII. Rio de Janeiro: Imago, 1969; “A questão da análise leiga” (1926). Edição standard brasileira das obras psicológicas completas. vol. XX. Rio de Janeiro: Imago, 1976.
(6) “Recomendações aos médicos que exercem a psicanálise” (1912). Edição standard brasileira das obras psicológicas completas. Vol. XII. Rio de Janeiro: Imago, 2006.
(7) Freud, S. “Os chistes e sua relação com o inconsciente”. Edição standard brasileira das obras psicológicas completas. v. VII. Rio de Janeiro: Imago, 1980.
(8) Lacan, J.O seminário livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psicanálise. Tradução: M.D. Magno. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. Arenas, G., “¿Cómo veterinarios o como analistas?”, AA.VV., La locura de cada uno, Grama, Buenos Aires (em vias de publicação).
(9) Freud, S. “Fragmentos de la correspondencia con Fliess” (1892-1899), Obras completas, Vol. I, Amorrortu, Buenos Aires, 1991, pp. 223, 307. Lacan, J.O seminário livro 17: o avesso da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, 1992, p. 86; Lacan, J. “A terceira”. Opção Lacaniana. Revista Brasileira Internacional de Psicanálise. N. 62. São Paulo: Eólia, 2011. Arenas, G. Pasos hacia una economía de los goces, Grama, Buenos Aires, 2017, pp. 25, 57, 61-63.
(10) Miller, J.-A. Extimidad, Paidós, Buenos Aires, 2010, pp. 53-55, 221-222.
(11) Freud, S. “O mal-estar na civilização” (1929). Edição standard brasileira das obras psicológicas completas, Vol. 21. Rio de Janeiro: Imago, 1996; “Por que a guerra?” (1932) Edição standard brasileira das obras psicológicas completas, Vol. 23. Rio de Janeiro: Imago, 1996.
(12) Lacan, J. “A terceira”. Opção Lacaniana. Revista Brasileira Internacional de Psicanálise. N. 62. São Paulo: Eólia, 2011.
(13) Lacan, J. “Premissas a todo o desenvolvimento da Criminologia”. Outros escritos. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2003; “Psicoanálisis y criminología”, Intervenciones y textos, Manantial, Buenos Aires, 1985, t. 1, pp. 26-31. Arenas, G. En busca de lo singular, Grama, Buenos Aires, 2010, p. 154.
(14) Lacan, J. “A terceira”. Opção Lacaniana. Revista Brasileira Internacional de Psicanálise. N. 62. São Paulo: Eólia, 2011.
(15) Lacan, J. “Proposição de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola”. Outros escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
(16) Lacan, J. “A direção do tratamento e os princípios do seu poder”. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.
(17) Lacan, J. “A ciência e a verdade. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998, p. 873.
(18) Arenas, G., La flecha de Eros, Grama, Buenos Aires, 2012, pp. 28-29.
(19) Lacan, J. “Posição do inconsciente”.Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998, p. 854.
(20) Arenas, G. En busca de lo singular, Grama, Buenos Aires, 2010, pp. 140, 285-286; La flecha de Eros, Grama, Buenos Aires, 2012, pp. 150, 334-335.
(21) Lacan, J. “A psiquiatria inglesa e a guerra” .Outros escritos.Rio de Janeiro:Jorge Zahar, 2003.
(22) Lacan, J.O seminário, livro 8: a transferência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2010.
(23) Arenas, G. En busca de lo singular, Grama, Buenos Aires, 2010, pp. 140, 273.
(24) Arenas, G. La flecha de Eros, Grama, Buenos Aires, 2012, p. 149.
(25) Ibid., p. 150.
(26) Ibid., p. 335.
(27) Lacan, J. “A direção do tratamento e os princípios do seu poder”. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.
(28) Lacan, J.O seminário livro 7: a ética da psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008; O seminário livro 8: a transferência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2010.
(29) Arenas, G. En busca de lo singular, Grama, Buenos Aires, 2010, pp. 28, 31, 39, 100, 187, 196, 234-235, 240-244, 247, 250, 254, 269-273, 282-286; La flecha de Eros, Grama, Buenos Aires, 2012, pp. 15-33, 93, 118, 121, 175, 237, 258, 277-278, 282, 299, 324. Arenas, G. (comp.).Deseo y sinthome, Consecuencias de la última enseñanza de Lacan, Grama, Buenos Aires, 2016.
(30) Lacan, J. “A direção do tratamento e os princípios do seu poder”. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.
(31) Erneta, L. “Discusión”, en Arenas, G. (comp.), Piezas útiles, Consecuencias de la última enseñanza de Lacan, Grama, Buenos Aires, 2014, p. 30. Arenas, G., “La dimensión inter”, Virtualia, 29 (noviembre de 2014).
(32) Miller, J.-A. Sutilezas analíticas, Paidós, Buenos Aires, 2011.
(33) Arenas, G. En busca de lo singular, Grama, Buenos Aires, 2010, pp. 276-277, 283.
(34) Arenas, G. (comp.), Sutilezas. Consecuencias de la última enseñanza de Lacan, Grama, Buenos Aires, 2013; Piezas útiles, Consecuencias de la última enseñanza de Lacan, Grama, Buenos Aires, 2014; Deseo y sinthome, Consecuencias de la última enseñanza de Lacan, Grama, Buenos Aires, 2016.
(35) Arenas, G. En busca de lo singular, Grama, Buenos Aires, 2010, pp. 27-29.
(36) Arenas, G. “Una brújula defectuosa”, en AA.VV. Lo real puesto al día, en el siglo XXI, Grama, Buenos Aires, 2014, pp. 33-37.
(37) Lacan, J.“Nomina non sunt consequentia rerum”, Ornicar?, 16 (1978), p. 9.
(38) Lacan, J.“Variantes do tratamento-padrão”.Escritos.Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998; “Situação da psicanálise e formação do psicanalista em 1956”. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. Miller, J.-A, Un esfuerzo de poesía, Paidós, Buenos Aires, 2016, pp. 180-181.
(39) Lacan, J.O seminário, livro 7: a ética da psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008; O seminário, livro 8: a transferência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2010.
(40) Schopenhauer, A. Die Welt als Wille und Vorstellung, 3ª ed., Brockhaus, Leipzig, 1859, pp. 148-149.
(41) Freud, S.“Interpretação dos sonhos” (1899). Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Vol. IV. Rio de Janeiro: Imago, 1987.
(42) Freud, S. “História de uma neurose infantil” (1914).Obras completas, v. 14, São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 39.
(43) Lacan, J. Da psicose paranoica e suas relações com a personalidade. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1987; O seminário livro 10: a angústia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005; O seminário, livro 23: o sinthoma. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.
(44) Arenas, G.“Lógica”, en AAVV, Scilicet. Un real para el siglo XXI, Grama, Buenos Aires, 2014, pp. 216-218.

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