O sonho. Sua interpretação e seu uso na CURA Lacaniana. ***

O sonho. Sua interpretação e seu uso na CURA Lacaniana. ***

Theresa Salazar. Territorios. Recorte en madera. 2008 São Paulo.

Theresa Salazar. “Territórios”, recorte em madeira. 2008 São Paulo.

Silvia Baudini e Fabián Naparstek – EOL-AMP

“Tenho todo o direito, tal como Freud, de compartilhar

meus sonhos com vocês. Ao contrário dos de Freud, não estão

inspirados pelo desejo de dormir. O que me move, muito mais,

é o desejo de despertar. Mas, enfim, isso é particular”[1]

Introdução

1900 é o ano que marca o início da psicanálise. Freud publica “A interpretação dos sonhos”. Em 2020, 120 anos depois, estamos em nossa orientação – a orientação lacaniana –, centrando o eixo do XII Congresso da AMP em torno de “O sonho. Sua interpretação e seu uso na cura lacaniana”. O sonho no singular é o sonho que se liga ao sonhador, a um corpo que sonha e que fala desse sonho a seu analista. O sonho se envolve, deste modo, com o corpo falante e com o quê do inconsciente se verifica, quando analisamos o parlêtre.

Vivemos em uma época que alguns descrevem como a época da transparência:[2] há uma perda de sentido, tudo é exposto e se mostra de maneira explícita, perdendo-se a distância entre o privado e o público. Época da chamada “práxis da post-privacy”.[3] No entanto, os sonhos ainda mantêm um laço com o mais íntimo e, ao mesmo tempo, continuam se apresentando como enigmáticos para si mesmo e para os outros. Os sonhos não são transparentes! Os sonhos ainda empuxam a serem interpretados. Para sonhar, ainda fechamos os olhos!

Christine Angot surpreendeu os leitores com um texto chamado Uma semana de férias.[4] Ali, da maneira mais explícita, “expõe” uma relação incestuosa da jovem com seu pai, sem véu. E, no entanto, isso não atenta contra o inconsciente, de modo que J.-A. Miller vai falar da alegria do inconsciente[5] frente ao inferno que vive a jovem diante da presença desse pai obsoleto e patógeno.[6] Por que ela não sai correndo? Por que não grita? Por que não chuta? Por que não escapa? Porque o NÃO, o limite, o freio, vem do inconsciente. O freio ao pai irrefreável surge pela via régia do inconsciente. O sonho dela, relatado, é o topo para ele. O duende do desejo, introduzido por um sonho, produz a separação que põe uma barreira ao inferno dessas férias. Ela passa de ser esmagada por seu tropismo em direção a esse pai à “alegria do inconsciente”. Uma alegria que não significa uma festa do gozo, mas entrar no mundo das “extravagâncias do desejo”. Talvez esta pequena novela e o comentário de J.-A. Miller permitam nos orientar em uma época que mudou a respeito da de Freud, para seguir a via do desejo singular que diz NÃO ao pior. Ao que do Pai, poderia levar ao pior”.[7] 

Freud 

Em um pequeno texto de 1911, Freud utiliza o termo alemão handhabung,[8] que foi traduzido como “emprego” por Ballesteros e “uso” por Amorrortu, e tem o sentido de utilização, manipulação, tratamento.

Ali Freud adverte ao médico, acerca do uso a dar à interpretação dos sonhos. Nunca será lícito, demorar o interesse da análise em proveito da exaustão da interpretação do sonho; o que Freud mesmo vai tratar em um de seus escritos técnicos, “Recomendações aos médicos”, onde assinala que o analista não deve escolher, porque entregar-se a suas inclinações, sem dúvida, falseará a percepção possível.[9] Trata-se de que mantenha a mesma atenção, gleich schwebend.[10] “Não se faz exceção à regra de tomar sempre o primeiro que ao doente lhe passe pela mente”.[11]

Um sonho é feito de palavras, é um texto e, como tal, se lê. Freud é muito preciso a este respeito. Semelhança das palavras, rébus, analogias, são algumas das expressões de Freud para dar conta de que não se trata do que o sonho quer dizer, mas de um texto.

O que Lacan nos diz no Seminário Ainda não deixa lugar a dúvidas: “Um sonho, isso não introduz a nenhuma experiência insondável, a nenhuma mística, isso se lê do que dele se diz, e que se poderá ir mais longe ao tomar seus equívocos no sentido mais anagramático do termo”.[12] E recordemos que, para Lacan, em sua interpretação do lugar dos anagramas para Saussure – que este guardava escondidos –[13] encontrava-se o que faz com que ele possa – ele, Lacan – passar da linguística à linguisteria, e que deixe, como nos diz J.-A. Miller, de delirar com a linguística.[14] Que quer dizer delirar com a linguística? Fazer da ordem simbólica, a chave da psicanálise, de um simbólico inadequado ao real.[15] Diferenciamos, então, o que, no sonho, corresponde ao campo da ficção edípica e ao campo da alíngua. Lacan diz que o fato de que o analisante não fala senão de seus pais, é porque estes lhe ensinaram alíngua.[16] 

O sonho: sua interpretação à luz do ultimíssimo ensino

Na Abertura da Seção clínica, do ano de 1977,[17] Lacan diz que a clínica psicanalítica deve consistir não apenas em interrogar a análise, mas em interrogar os analistas para que deem conta do que sua prática tem de aleatória, o que justifica que Freud tenha existido.[18] “A clínica psicanalítica deve ajudar a relativizar a experiência freudiana. É uma elucubração de Freud e eu colaborei nisso, não é uma razão para que fique aí”. E acrescenta que é preciso dar-se conta de que a psicanálise não é uma ciência.

Quer dizer, põe a clínica, a prática de cada um acima das teorias, a sua, inclusive. Ele diz “eu colaborei”, mas acrescenta, “não é uma razão para que eu fique ali”.

E, em que sentido a clínica, e especialmente a prática – dado que diz que os analistas deem conta do que sua prática tem de aleatória –, está acima da teoria? Justamente porque a teoria fica no campo do necessário, quer dizer, no que não cessa de se escrever. Temos, por exemplo, a afirmação: o inconsciente é estruturado como uma linguagem. Esta afirmação, pronunciada na primeira época de Lacan, não é nada igual à da última época. Lacan passa da linguagem estruturada à alíngua; produz-se um desprendimento.[19]

E isso, pelo que a clínica tem de contingente. J.-A. Miller diz que quando lia Lacan e não praticava a psicanálise, pensava que havia regras da interpretação, mas a prática o fez apartar-se dessa ideia.[20] Trata-se daquilo que não entra em nenhum armário.

Podemos, então, pensar que este Congresso abre um espaço e um tempo para interrogar o sonho no que cada prática tem de contingente e como o sonho vem, cada vez mais, dar conta ou não de um real para cada um. No ultimíssimo ensino de Lacan, há uma clivagem entre a obra de Freud, com seu prolongamento lacaniano, e certa forma muito básica da prática analítica.[21]

Cada um que pratica a psicanálise, se é lacaniano, será alguém que terá que estar disposto às contingências. Para isso, está a própria análise, diz Lacan neste texto;[22] ali se poderá dis-sociar, quer dizer, desestruturar o inconsciente estruturado como uma linguagem.

Três momentos do sonho em Freud

A tese freudiana sobre os sonhos implica que são uma realização (alucinatória) de desejos. Esta tese foi mantida por Freud durante muito tempo e se poderia dizer que todo o texto da “Interpretação dos sonhos” está armado para sustentar e demonstrar essa tese. Só faz falta recordar aqueles pacientes que sonhavam para demostrar o contrário e a um Freud que não retrocedia até encontrar o desejo motor do sonho.

Pode-se isolar três tempos em Freud. Um primeiro momento onde todo sonho é uma realização de desejos e onde o sonho se faz interpretável.

Um segundo momento, com o aparecimento de “Mais além do princípio do prazer”, onde Freud deve reconhecer o aparecimento de sonhos que não são uma realização de desejos, portanto, não são interpretáveis.

Finalmente, um terceiro momento, onde há um Freud que depõe as armas e aceita variar sua tese central sobre os sonhos. Já não vai se tratar de exceção, mas de que o sonho tem uma falha.

Quanto à interpretação, se seguimos Lacan, não há um único sonho que não seja interpretado por Freud segundo o modo de deciframento que implica que o sonho seja verbalizado. O sonho de Ana Freud[23] realiza o fato de que “esses alimentos eram aqueles dos quais devia se privar, que lhe eram proibidos, que o sonhe articulando essas palavras, mostra a presença direta, e direi, inclusive vivente, da linguagem”.[24]

O limite à interpretação dos sonhos está presente desde um começo, ao postular Freud o umbigo do sonho. No entanto, no terceiro tempo que falamos, avança um passo mais.

Tomando J.-A. Miller, podemos dizer que a diferença entre a interpretação freudiana e lacaniana é que a primeira é uma tradução que inventa a propósito dos sonhos, se detém no sentido sexual, enquanto a interpretação lacaniana se dirige à não relação e ao impossível de dizer, e dá lugar ao aleatório.[25]

O sonho como um produto patológico produz um estranhamento temporário com o mundo exterior, como uma “inofensiva psicose”.[26] Mas, ao mesmo tempo, o coloca como uma operação útil, referindo-se à necessidade de repouso; este assegura a continuação do dormir. Novamente nos encontramos com o uso do sonho. Freud fala de uma “experiência alucinatória inofensiva”.[27]

A visão ou figurabilidade como transposição dos representantes em imagens é o mecanismo desta “alucinação inócua” e o compromisso (a transação) é o resultado que permite tramitar a moção pulsional. A partir deste ponto, redefine sua tese central e ele mesmo se encarrega de observar que não se trata de uma exceção, mas que há aí, uma modificação estrutural. No mais além do princípio do prazer, a exceção se referia aos sonhos traumáticos, mais acima da dedução, neste momento em que “a fixação inconsciente a um trauma parece estar, acima de tudo, entre esses obstáculos a função de sonhar”.[28] Quer dizer, enquanto todo sujeito porta uma fixação ao trauma, o sonho passa a ser “uma tentativa de realização”, mas com a possibilidade de ser falho, já que se poderia “tornar ativa a pulsão aflorante da fixação traumática”.[29] Pois, a função do sonho, como “todo ato psíquico de pleno direito”, é “transmudar o episódio traumático em uma realização de desejo”.[30]

Podemos ordenar as coisas da seguinte maneira: há visões nos sonhos que deixam o sujeito do lado do dormir que, com Freud, podemos denominá-las “vivências alucinatórias inócuas”, mas existem outras que despertam o sujeito e o enfrentam com o que não pôde ser tramitado, com a “pulsão aflorante da fixação traumática”.

Um sonho de Freud

J.-A. Miller nos recorda que, para Lacan, o estatuto do inconsciente não é ôntico, mas ético. Diz que é completamente legítimo que alguém não espere nada de um sonho nem de seu sentido, mas que: “É preciso que haja, na origem, um sujeito que, ao contrário, decida não ser indiferente ao fenômeno freudiano”.[31]

Não ser indiferente ao fenômeno freudiano, que não é o mesmo que interpretar os sonhos à maneira freudiana, quer dizer que é preciso decidir ser analisante, e analisante do próprio não querer saber nada disso. Porque, como diz Miller, é completamente legítimo dizer: “Não há nada a fazer, não há nada a esperar de contar os sonhos nem de tentar dar-lhes um sentido”. A posição analisante está mais além dessa legitimidade e implica num forçamento que o sonho da injeção de Irma revela.

Em todo sonho, diz Freud, há um sócio capitalista e um sócio industrial: o motor do sonho e a causa do sonho. O motor é o desejo inconsciente e a causa é o resto diurno, que é o que ficou pendente. No sonho da injeção de Irma, esse resto é o comentário de Otto, resto impreciso, muito bem assinalado por Freud como a entonação da voz que ficou ressoando. A ideia de Freud é que alguém sonha para continuar trabalhando; é o que Freud chama o trabalho de sonho. Há uma relação totalmente estreita entre a função do resto e a função da causa.

Lacan assinala duas interrupções diferentes neste sonho.

Primeiro, um Freud que está tratando de que Irma abra a boca; literal, quer lhe revisar a garganta, mas, ao mesmo tempo, se trata de que fale. Irma resiste, Freud lhe faz abrir a boca e quando o faz, aparece uma imagem totalmente angustiante para Freud. O que vê nessa garganta é algo que o angustia. Há algo de outra ordem: “um espetáculo medonho… Freud, justamente antes ou logo depois, foi operado, por Fliess ou por outro dos cornetos nasais”.[32]“ […] a carne que jamais se vê, o fundo das coisas, o avesso da face, do rosto […] a carne da qual tudo sai, até mesmo o íntimo do mistério, a carne, dado que é sofredora, informe, que sua própria forma é algo provoca angústia […] identificação de angústia, última revelação […]”.[33]

Lacan se pergunta: por que Freud não desperta? E responde: “Porque tem coragem.”

Que quer dizer isto? Que Freud está disposto a ir mais além de seu não querer saber nada disso. Está disposto a ir até o fundo dos fundos da inscrição dessa marca no corpo. Não é por acaso que Lacan se refere à cirurgia nasal. Há algo do corpo que se põe em jogo nesse sonho, do corpo como corpo falante e gozante, mais além do narcisismo, mais além da imagem ou muito mais, como diz Lacan no Seminário 23, a imagem não é sem comportar afetos, [34] “… há alguma coisa de psíquico que se afeta, que reage, que não é destacado, o que é diferente do que Joyce testemunha”.

Toda a referência que dá Lacan é que, com o que se encontra Freud nesse sonho, é com algo que não se pode nomear, que não se pode ver, que não tem sentido, que é totalmente misterioso, indecifrável e inominável. No retorno do imaginário e do simbólico, tudo se pode nomear, quer seja com a prevalência do imaginário ou com a prevalência do simbólico. Há um momento do sonho onde aparece outra coisa que produz um afeto, a angústia. Isso não pode ser tomado nem para simbolizar a imagem, nem para imaginarizar o símbolo. Há algo que freia este devir constante, que o detém e, por isso, Lacan se pergunta por que não se desperta. Esse é o ponto do sonho onde Lacan situa o real. Diz: “Revelação do real naquilo que tem de menos penetrável, do real sem nenhuma mediação possível, do real derradeiro, do objeto essencial que não é mais que um objeto, porém este algo diante do que todas as palavras estacam e todas as categorias fracassam, o objeto de angústia por excelência.”[35] No mesmo lugar, temos o real, a angústia, o órgão sexual feminino e a morte. No entanto, cabe esclarecer aqui que esta visão angustiante não deixa de ter um marco imaginário nos limites da abertura da boca.

Há uma segunda interrupção, segundo Lacan, ligada muito mais à escritura.[36] Esta já não está ligada à visão de algo atroz, mas ao limite mesmo da palavra. “E esta palavra não quer dizer nada, senão que é uma palavra”.[37]

Situadas as coisas desta maneira, encontramos dois limites no circuito do simbólico e do imaginário. Quando se tem o sonho (Is), encontramos interrupções ligadas ao despertar e que seria necessário verificar em cada ocasião, de que tipo de interrupção se trata. Mas também quando se interpreta o sonho (Si), há um limite chamado umbigo. Em ambos os casos, a estrutura do sonho – com seu despertar e seu limite – permite situar uma orientação na cura.

Para concluir: a cura lacaniana

O termo uso introduz a um mais além das ficções do ser e Miller o põe a par do termo estrutura. Uso desestrutura o sistema simbólico para nos introduzir no sintagma “uso lógico do sinthoma”. Trata-se, diz Miller, de uma pragmática superior.

O sonho, se lê fora de qualquer significação, ordenando-se a partir da letra. Essa é a heresia joyceana. Joyce corta o alento do sonho da literatura e o reduz a sua verdade de ficção. Ao contrário, ele faz litura, lixo, da letra. Deixa perplexo, o leitor que quer entender. O sonho, como o V de Vespe do Homem dos lobos, pode fazer surgir uma letra que cave o lugar do gozo em sua opacidade.

J.-A. Miller, na aula de 2 de março de 2011,[38] assinala que há sonhos onde se pode fazer presente um gozo não tomado na máquina ficcional, que interdita. Onde o gozo como acontecimento de corpo se faz presente, ele diz, “isso pode advir no sonho”.

Em certas psicoses, o sonho não chama à interpretação e pode ser uma maneira de aplacar a voz insuportável da alucinação. Em um caso, um jovem melancólico me conta um sonho. Primeiro, esclarece que ele não sonhava antes. “Sonhei que fazia tratamento com você e você me oferecia uma terapia alternativa e isso me dava esperança”. Este jovem, que desde muito pequeno se sente indigno frente ao Outro, pode situar, a partir do sonho, uma “alternativa”. Quer dizer, algo da alteridade que lhe permitiria uma relação vivível com o outro. Isso adverte o analista de seu lugar, sempre ligado a uma posição de a minúsculo, um álter ego que torna possível para ele, falar.

O sonho, como formação do inconsciente, se regula pela lógica interdição/permissão, tal como o sonho de Ana Freud. Aí o gozo deve ser rechaçado para ser alcançado na escala invertida da lei do desejo.

Mas, quando Lacan situa o gozo feminino como o regime do gozo como tal, já não se trata de proibição e permissão. O gozo não pede permissão para ser experimentado; é acontecimento de corpo e opaco, por ser rebelde ao sentido, mas não à lógica, já que se trata de um real que pode ser demostrado. É uma lógica no sentido da mostração, de um real que empuxa a ser demonstrado em ato: “[…] o que não pode formular, prossegue o último Montaigne, o assinalei com o dedo”.[39] Referência que toma Miller. O sonho, então, se monta nessa lógica e seu uso se liga ao corpo falante.

une bévue, l´unbewussten, pura homofonia, alegria do inconsciente. Citamos, neste ponto, J.-A. Miller: “O une bévue reclama um significante que seria novo, não para que haja um significante suplementar, mas porque, ao invés de estar contaminado pelo sonho, este significante novo desencadearia um despertar”.[40]

É a partir de seu uso e não apenas de sua interpretação, que o sonho mantém sua vigência na época. O próximo Congresso contribuirá para orientar os analistas em sua leitura do sonho na cura lacaniana. 

Tradução: Maria Cristina Maia Fernandes
 * Apresentado na Soirée de rêve da ECF, Paris, 28 de janeiro de 2019. Este texto foi comentado por Marie-Hélene Brousse e Èric Laurent.
** Texto publicado na página do XII Congresso, traduzido por Vera Avellar Ribeiro, revisado e adaptado para publicação em Lacan XXI 08, por Maria Cristina Maia Fernandes.

1 Lacan, J., A terceira. In: Opção lacaniana. Revista Brasileira Internacional de Psicanálise, n. 62. São Paulo: Eólia, Dez. 2011. p. 25
[2] Cfr. Byun-Chul Han, La sociedad de la transparencia, Ed. Herder, Buenos Aires, 2018; Baudrillard, J., La transparencia del mal, Anagrama, Barcelona, 1991; Sennett, R., El declive del hombre público, Anagrama, Barcelona, 2011; Brin, D., The transparent Society, PerseusBooks, New York, 1998.
[3] Byun-Chul Han, op. cit, p. 36.
[4] Angot, C., Une semaine de vacances, J´ai lu, Flammarion, Paris, 2012
[5] Miller, J.-A., Encuentro con J.-A Miller, Jam Session, en Feminismos. Variaciones y Controversias, COL, Grama Ediciones, Buenos Aires, 2018, p. 22.
[6] Ibíd., p. 19.
[7] Naparstek, F., De lo insoportable del padre a la alegría del inconsciente (Comentario sobre el encuentro de Jacques-Alain Miller con Christiane Angot en el Teatro Sorano), en Feminismos. Variaciones y Controversias, COL, op. cit., pp. 48-49.
[8] Freud, S., O manejo da interpretação dos sonhos na psicanálise. (1911) In: Edição Standard das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud., v. XII . Rio de Janeiro: Imago, 1969.
[9] Freud, S., Recomendações aos médicos que exercem a psicanálise. (1912) In : Edição Standard das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, v. 10. Rio de Janeiro: Imago, 1996. p. 126
[10] Miller, J.-A., “Punto de Capitón”, conferencia del 24 de junio 2017, https://www.lacan-tv.fr/videos_categories/les-cours-de-jacques-alain-miller/ y http://www.eol.org.ar/template.asp?Sec=publicaciones&SubSec=on_line&File=on_line/jam/Otros-textos/17-06-24_Curso-de-psicoanalisis.html (versión en español)
[11] Freud, S., “Recomendações aos médicos que exercem a psicanálise”., op. cit., p.
[12] Lacan, J., O Seminário, Livro 20, mais, ainda. (1972-1973). Rio de Janeiro : Jorge Zahar Editor, 2008. p. 102.
[13] Ibid., p. 22.
[14] Miller, J.-A., El ultimísimo Lacan, Paidós, Buenos Aires, 2012, p. 216.
[15] Ídem.
[16] Lacan, J., “Hacia un significante nuevo”, Revista Lacaniana de Psicoanálisis, N° 25, Grama, Buenos Aires, noviembre de 2018, p. 16.
[17] Lacan, J., “Ouverture de la section clinique, 1977”, http://www.gnipl.fr/Recherche_Lacan/wp-content/uploads/1977%20LACAN%20OUVERTURE%20A%20LA%20SECTION%20CLINIQUE.pdf
[18] Ibíd.
[19] Miller, J.-A., El ultimísimo Lacan, op. cit., p. 252
[20] Miller, J.-A., “La palabra que hiere”, Revista Lacaniana de Psicoanálisis, N° 25, op. cit., p. 24.
[21] Miller, J.-A., El ultimísimo Lacan, op. cit., p. 222.
[22] Lacan, J., “Ouverture de la section clinique, 1977”, op. cit.
[23] Freud, S., “A interpretação dos sonhos” (1900). In: Edição Standard das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. v. 4. p. 164
[24] Lacan, J., “El fenómeno lacaniano”, Revista Lacaniana de Psicoanálisis, N° 16, Grama, Buenos Aires, abril de 2014, p. 19.
[25] Miller, J.-A., “La palabra que hiere”, op. cit, p. 26.
[26] Freud, S., “Novas conferências introdutórias sobre psicanálise e outros trabalhos. Conferência XXIX: Revisão da teoria dos sonhos”. In: Edição Standard das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud., v. XXII. Rio de Janeiro: p. 25
[27] Ibid., p. 26
[28] Ibid., p. 38
[29] Ibid.,
[30] Ibid.,
[31] Miller, J.-A., “Habeas Corpus”, Revista Lacaniana de Psicoanálisis, N° 21, Grama, Buenos Aires, octubre de 2016, pp. 35-41. También en http://www.sectioncliniquenantes.fr/wp-content/uploads/2017/09/18-04-2-6_amp_congres_miller.pdf
[32] Lacan, J., O Seminário, Livro 2, O eu na teoría de Freud e na técnica da psicanálise. (1954-1955). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1987. p. 197.
[33] Ibid., p. 197 e 198
[34] Lacan, J., O seminário, livro 23: o sinthoma. ( ). Rio de Janeiro : Jorge Zahar Editor, 2007, p. 146
[35] Lacan, J., O eu na teoría de Freud e na técnica da psicanálise, op. cit, p. 209.
[36] Cfr. Ibid., p. 201 e 202: “O sonho, que culminou uma primera vez, estando o ego aí, na imagen horrorífica de que falei, culmina, uma segunda vez, no final, numa fórmula escrita, com seu aspecto Mené, Thecel, Pharsin, na muralha, para além daquilo que não podemos deixar de identificar como sendo a fala, o rumor universal. Tal qual um oráculo, a fórmula não fornece resposta alguma ao que quer que seja.”
[37] Ibíd., p. 258.
[38] Miller, J.-A., Curso de la Orientación lacaniana El ser y el uno, clase del 2 de marzo de 2011, inédito.
[39] Miller, J.-A., El ultimísimo Lacan, op. cit, p. 249.
[40] Ibid., p. 145

 

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