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Despertar do pesadelo

Joaquín Carrasco – Associado da NEL Integrante do Observatório #2 – Legislação, Direitos, Subjetividades Contemporâneas e Psicanálise A inserção de analistas em instituições de saúde pública implica o desafio de constituir um lugar para o discurso analítico, ali onde imperam outros discursos. Trata-se de uma aposta constante para sustentar uma prática orientada pelos princípios e […]

O sonho do Mont-Blanc*

Ludmila Malischevski – EOL-AMP Em 1975, por ocasião de uma supervisão pública em Genebra, Lacan supervisiona um caso em que ensina a ler um sonho. Trata-se de uma paciente feminista de 31 anos, que está há dois anos em análise, e seu analista. Nicos Nicolaidis se pergunta especialmente pelo que ocorre no décimo oitavo mês. […]

A porta para um breve despertar

María de los Ángeles Morana – Associada da NEL  Borges sustenta que, nas narrativas de Ryûnosuke Akutagawa (1892-1927), é difícil “discernir com rigor, os elementos orientais e ocidentais”[1]. Akutagawa era um apreciador do valor artístico da tradição literária japonesa, embora isso não impedisse que também fosse permeável à escritura do Ocidente. Por isso, ele foi […]

Um pesadelo não é sem angústia

Marta Goldenberg – EOL-AMP Analisante: “Tive um pesadelo, horrível, T e L caçoavam  de minha situação de aposentada, me sinto descartada”. Analista: pesadelo, em que se diferencia de um sonho? Analisante: “…se desperta com angústia, é horroroso…”. Mais adiante acrescenta: “…a vida é cômica porque cada um está com seu próprio delírio. Ao reler minha […]

Antes que eu não me desperte

Frederico Zeymer Feu de Carvalho – EBP-AMP “A vida é uma coisa completamente impossível que pode sonhar com o despertar absoluto”. Esse pensamento, extraído do diálogo de Lacan com Catherine Millot,[1] explicita o que Lacan chamou de “sonho de despertar” (rêve de réveil). “Esse desejo de despertar não é outra coisa senão o sonho de […]

Sonho, um toque de despertar

Cleide Pereira Monteiro – EBP-AMP O Prefácio à edição dos Escritos em livro de bolso (1969), Lacan dedica “para alguém graças a quem isto mais é signo…”[1], remetendo à onda de redemoinhos que seus Escritos tinham produzido. Inicia com uma referência ao conto de Poe, em alusão ao texto que abre seus Escritos, a saber, […]