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2024 Volume 1


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Editorial Lacan 21 nº14

Mónica Febres Cordero Nós que fazemos a Lacan XXI, não queríamos que o XI ENAPOL, “Começar a se analisar” (Buenos Aires, setembro de 2023) passasse rapidamente seguindo o ritmo vertiginoso dos tempos. Quisemos fazer nossas as palavras de Ricardo Seldes para alargar o tempo, dar lugar para a reflexão, e conseguir extrair consequências do acontecimento Enapol. O staff da revista, assim como nossos convidados, deteve o tempo para dar uma volta a mais, outra leitura das intervenções nas mesas e nas conversações que se ocorreram no Enapol. Agradecemos a cada autor, a cada resposta, assim como o cuidadoso trabalho dos...

lacan21 29 de maio de 2024

Entrevista com Mauricio Tarrab

Paula Kalfus, Mariana Schwartzmann e Gustavo Moreno Como membros da equipe do Lacan XXI, nos interessamos pela apresentação de Mauricio Tarrab “As primeiras entrevistas desde o último ensino”, apresentada no último Enapol realizado em Buenos Aires em setembro de 2023. Para promover a conversa entre nós, convidamos Mauricio para expandir alguns eixos que consideramos importantes para nossa formação. Dessa discussão surgem os seguintes esclarecimentos que o autor teve a gentileza de compartilhar conosco. 1. Como pensar o real no início, na urgência, sob a forma de inibição, sintoma e inércia - e não apenas na forma clássica de angústia? E,...

lacan21 29 de maio de 2024

Entrevista com Marcus André Vieira<sup>[1]</sup>

Por Mariana Schwartzman e Gustavo Moreno, do Staff de Lacan XXI Lacan XXI: Em seu texto você ressalta que os semblantes, inclusive o falo e o Nome de Pai, atualmente estão desnaturalizados e que todos eles –no contexto de “todo o mundo é louco” – são defesas frente ao real. Entretanto, você nos esclarece que hoje em dia, mais do que nunca, devemos estar mais atentos e ser respeitosos com os semblantes. Você perguntae: com qual bússola um semblante pode ser tocado? E conclui a respeito da importância de que, tanto o diagnóstico como a interpretação, além dos significados, toquem...

lacan21 29 de maio de 2024

Analista presente!

Iordan Gurgel A conversação realizada durante o XI ENAPOL sobre “Primeiras entrevistas em diferentes dispositivos de atenção”, repercutiu principalmente para àqueles que praticam a psicanálise nas diferentes instituições do Outro social. Em resumo, podemos dizer que três questões orientaram nossas discussões (– O que esperar do encontro com um analista? – como orientar-se pelo real desde as primeiras entrevistas? e, – que efeitos aí se produzem?), e continuam instigando nossas reflexões. A política da psicanálise, a partir de Lacan, é tratar, também nas instituições, o real em nossa prática analítica aplicada à terapêutica. “A neutralidade do analista não se refere...

lacan21 29 de maio de 2024

Reverberações do XI Enapol: amor de transferência, real e corpo

Jussara Jovita Souza da Rosa A convicção racionalista de Lacan é que a transferência não é um milagre diante do qual o psicanalista deva ajoelhar-se. A teoria do Sujeito Suposto Saber situa a transferência como a consequência imediata do que Lacan chamou de discurso analítico. J-A Miller, 1979 O argumento do XI Enapol nos convida a “ pensar sobre como, e o que desse amor misterioso chamado transferência se instala hoje”. Vivemos uma época que “ tende à desvalorização do saber, favorece a ‘autogestão’, promove a liquidez dos laços amorosos e empurra para a ‘autopercepção’, versão mais recente da negação...

lacan21 29 de maio de 2024

“Nada será como antes, amanhã”<sup>[1]</sup>?

Renata Mendoça A partir da queda do patriarcado lidamos com os novos modos de gozo e a fragmentação do mundo, vemos em nossos consultórios, modos de funcionamento e laços sociais diferentes do que era nos tempos da existência do Outro. Na clínica os analisandos trazem questões, sobre a segregação dos corpos, relacionadas ao racismo; elas podem estar presentes no Romance Familiar, elas podem mostrar uma identificação ao analista e perguntas que atualizam o inconsciente e os modos de gozo. Assim, quando lemos em um dos relatórios do XI Enapol uma analisanda dizendo “eu quero que você me escute como uma...

lacan21 29 de maio de 2024

As marcas no sujeito

Gustavo Ramos Quando pensa os quatro conceitos fundamentais da psicanálise, Lacan vai produzir um importante giro com relação ao conceito de sujeito, o qual não será mais pensado como senhor de si, mas sim como dividido e só se mostrando na irrupção de uma equivocação. Nesse sentido, haveria uma estreita relação entre o conceito de inconsciente e o de sujeito, na medida em que na dupla operação de causação do sujeito - alienação e separação -, o que resta da operação de constituição do sujeito no campo do Outro é o inconsciente. De tal modo que há uma conexão importante...

lacan21 29 de maio de 2024

A mesa a que não assisti

Jorge Forbes Respondo ao convite da revista on line da Fapol, LacanXXI, para dar uma impressão pessoal sobre o que assisti no XI Enapol, congresso que reúne as três Escolas americanas da AMP, realizado no final de setembro de 23, em Buenos Aires. Sendo fiel à pessoalidade do convite, vou comentar a mesa a que não assisti. Recebi o anúncio do tema do congresso – escolha da qual não participei – com curiosidade. “Começar a se analisar”. A priori me pareceu um tema já por demais debatido nas discussões sobre as “entrevistas preliminares”, de Freud, e no princípio da “retificação...

lacan21 29 de maio de 2024

Três perguntas a Clara Holguín

Mercedes Iglesias e Beatriz García Moreno e Adolfo Ruiz Mercedes Iglesias: Uma das vertentes da discussão do último ENAPOL se refere ao fato de nos encontrarmos diante de sujeitos nos quais predomina a urgência da satisfação e seus enredos para lográ-la. Assinalar que nesse tipo de sujeito é mais importante o fazer que o saber. Então, a análise permitiria um efeito de fazer de outro modo sem passar pelo saber ou no percurso analítico se elabora um saber desse “saber fazer”? Clara Maria Holguin: Frente à “urgência de satisfação”, isso é, aquilo que não é dominado pelo simbólico nem pelo...

lacan21 29 de maio de 2024

Efeitos de saber na experiência analítica

Mercedes Iglesias Seldes termina seu Florilégio do XI Enapol dizendo o seguinte: “Há um tempo para refletir sobre o que está por vir e outro em que podemos refletir sobre o que foi feito para extrair as consequências e não deixar com que os acontecimentos dos encontros nos deixem adormecidos.” Nesse sentido, tomo como um traço que me interroga: a dimensão do saber no transcurso de uma análise, i. e., a problemática do saber. Esta aparece em diferentes mesas e discussões durante o evento. Alberti postula que a psicanálise elabora outra forma de argumentação, outras formas de colocar em evidência,...

lacan21 29 de maio de 2024

As entradas em análise: entre a urgência e a paciência

Beatriz García Moreno A argumentação exposta nos trabalhos apresentados no ENAPOL 2023 “Começar a se analisar” permite propor que nos inícios de análise se coloca o encontro entre dois tempos: o da urgência que acompanha o pedido de quem faz a consulta e o da paciência que introduz o analista para conseguir o desdobramento da palavra que dê forma ao sintoma e permita que se instale o ato analítico. Uma pergunta que surge com a leitura desses textos é se esses dois tempos permanecem no decorrer da análise. Tento abrir caminho para a resposta a partir do recolhimento de algumas...

lacan21 29 de maio de 2024